O Futebol Clube de Oliveira do Hospital (FCOH) garantiu a passagem à segunda eliminatória da Taça de Portugal ao vencer o Sourense por 1-0, num encontro decidido aos 119 minutos, após prolongamento, no Estádio Municipal de Tábua.
Perante uma boa assistência de adeptos, o encontro foi equilibrado, embora o FCOH tenha assumido maior protagonismo, sobretudo a partir dos 20 minutos da primeira parte.
O primeiro remate da partida surgiu aos 15 minutos, por intermédio do Oliveira do Hospital. Aos 25′, Gustavo Barros esteve perto de inaugurar o marcador, com um cabeceamento que passou junto à trave. O Sourense, por sua vez, chegou ao intervalo sem qualquer remate, enquanto o FCOH contabilizava três tentativas.
Aos 40 minutos, Manu Ribeiro, do FCOH, viu cartão amarelo por travar um contra-ataque conduzido por Tiago Gomes, do Sourense. O intervalo chegou com o nulo a manter-se no marcador.
Na segunda parte, o FCOH entrou com mais intensidade e assumiu maior posse de bola. Logo nos minutos iniciais, criou perigo na sequência de um canto, mas o guarda-redes Vítor segurou o remate.
O primeiro remate do Sourense só surgiu aos 58 minutos, por Gabriel Bento. Pouco depois, o Oliveira do Hospital voltou a ameaçar, com Gabriel Amaral a rematar por cima da baliza, muito perto da trave.
A equipa de Oliveira do Hospital continuou à procura do golo e, aos 85 minutos, Simão Pita conquistou um livre direto junto à linha da grande área, mas o marcador não sofreu alterações. Nos minutos finais, o FCOH aumentou a pressão e voltou a aproximar-se da baliza adversária, sem conseguir marcar.
Com o empate a zero no final dos 90 minutos, a decisão seguiu para prolongamento, numa altura em que a ansiedade começava a sentir-se entre os adeptos e dentro das quatro linhas.
O tempo extra foi marcado por várias advertências e substituições. Aos 102 minutos, o FCOH conseguiu um remate enquadrado, mas sem sucesso. A partir dos 104′, o Sourense começa a mexer na equipa, numa tentativa de gerir o esforço dos jogadores para uma possível decisão através das grandes penalidades.
Aos 109 minutos, o Oliveira do Hospital voltou a criar perigo na sequência de um canto, com o guarda-redes do Sourense a agarrar a bola junto ao poste. O Oliveira teima mas o empate parecia destinado a persistir.
Quando tudo indicava que o encontro seria decidido nas grandes penalidades, surgiu o momento decisivo. Aos 119 minutos, Carlos Ventura apareceu na área e, de cabeça, colocou a bola no fundo da baliza.
O golo garantiu a vitória por 1-0 e colocou o Futebol Clube de Oliveira do Hospital na segunda eliminatória da Taça de Portugal, numa vitória sofrida e conquistada praticamente no último suspiro do encontro. A equipa comandada por Nuno Pedro vai receber, na próxima eliminatória, o Juventude de Évora.
Num “jogo típico de Taça de Portugal”, Nuno Pedro destaca “justiça” da vitória do FCOH
No final da partida, em declarações à Rádio Boa Nova, o técnico Nuno Pedro considerou que a sua equipa foi uma justa vencedora de um encontro difícil e intenso. “Foi um jogo típico de Taça de Portugal”, afirmou o treinador, destacando a organização e a qualidade do adversário. “Nós sabíamos que ia ser um jogo muito difícil e foi. E venderam caro a eliminatória”, disse.
Apesar das dificuldades, Nuno Pedro considerou que o FCOH justificou a passagem à próxima ronda. “Acabamos por ser justos vencedores. Todas as oportunidades de golo maiores foram nossas”, defendeu.
O técnico reconheceu ainda alguns momentos de intranquilidade da equipa, lembrando que o grupo ainda está em fase de crescimento, com “três jogos oficiais, numa equipa que está praticamente nova de uma época para a outra”.
Nuno Pedro deixou também elogios ao Sourense, considerando que a equipa de Soure se bateu muito bem”.
Sobre o golo decisivo de Carlos Ventura, apontado aos 119 minutos, o treinador mostrou-se satisfeito pelo jogador, que tinha sido lançado durante o encontro. “Foi até um elemento que eu coloquei, o Ventura, que acaba por fazer o golo da vitória. Estou feliz por ele também, porque tem trabalhado forte”, referiu
Depois da passagem à segunda eliminatória, o pensamento está já no campeonato e no próximo desafio frente à Naval. “Não ganhámos nada. Apenas a possibilidade de seguir para a próxima eliminatória”, lembrou Nuno Pedro, garantindo que a equipa vai continuar a trabalhar para dar seguimento ao bom momento.

































