A Casa da Cultura César Oliveira recebeu, esta tarde (14), Luís Osório, escritor e jornalista que, nos últimos anos, se tem destacado por escrever sobre figuras e temas controversos da atualidade.
Perante um auditório repleto, o autor, sob moderação do oliveirense Artur Abreu, explicou que o livro “Postal do Dia” surge na sequência dos textos que publica nas redes sociais, precisamente com esse mesmo título. “Foi um exercício que comecei a fazer para trabalhar uma falha da minha vida”, começou por dizer, explicando que “depois de deixar de ser jornalista por incompatibilidade com um projeto”, deixou de “ter espaço para escrever”. Foi no Facebook que viu a “oportunidade” certa para continuar a ser lido. Só nesta rede social, Luís Osório conta com cerca de 200 mil seguidores e é lá que escreve diariamente.
O escritor sabe bem quais são as “regras do jogo” e, por isso, sabe que nem todos gostam de ler o que escreve. “As pessoas gostam da liberdade quando não lhes toca a eles”, disse.
Diante de 300 pessoas, maioritariamente jovens, Luís Osório, de 54 anos, alertou ainda para “o tempo difícil” em que vivemos, no entanto desafiou a geração mais nova a encarar a vida sem medo de cair. “Não se contentem em ser menos ou iguais aos vossos pais”, frisou, realçando que “todos construímos o mundo”.
Nesta era digital em que os telemóveis e as redes sociais são o dia-a-dia, Osório chamou a atenção: “isso vai matar a dúvida e a curiosidade” e, desta forma, “a democracia vai morrer a seguir”.
Na sessão de abertura, José Francisco Rolo, presidente do Município oliveirense agradeceu a presença do escritor no concelho, considerando que tal “é uma honra para Oliveira do Hospital e para esta casa”. Elogiou Osório pelo seu “espírito muito livre” na escrita onde “espicaça as nossas consciências”.





































