A deputada do PCP na Assembleia da República, Ana Mesquita, mostrou-se ontem preocupada com o fecho do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital que, desde o dia 2 de janeiro …
… passou a disponibilizar três horários para “consultas de intersubstituição”.
A situação foi denunciada, ontem, pela deputada do PCP na Assembleia da República, que à saída de uma reunião, com responsáveis e funcionários da unidade, deu conta da sua preocupação. “O SAP deixou de funcionar como funcionava anteriormente. O serviço de urgência não se faz como se fazia, com impacto para trabalhadores e para os utentes”, afirmou a deputada, notando que os casos de urgências mais graves são encaminhados para Arganil, Seia e Coimbra.
Em Oliveira do Hospital, Ana Mesquita constata que o problema decorre do “desinvestimento” do governo na área da saúde a na afetação de recursos humanos e materiais . “Foi por via da falta de médicos que a situação se foi agudizando. Tudo se encaminhou para que este serviço fosse fechado, porque já não temos o SAP a funcionar como estava”, refere a deputada que garante que o partido vai exigir mais meios para o Serviço Nacional de Saúde e em específico para Oliveira do Hospital.
Em declarações não gravadas à Rádio Boa Nova, Álvaro Luís, coordenador da UCSP confirmou a reorganização ocorrida na unidade, considerando ser esta a solução possível diante da falta de recursos humanos que tem afetado o Centro de Saúde. Segundo o responsável, a UCSP conta com oito clínicos, mas precisava de mais quatro para assegurar que todos os utentes tivessem médico de família. Neste momento há cerca de cinco mil oliveirenses sem médico de família. Álvaro Luís garante que, tal como antes, está assegurada resposta aos utentes que acorram à unidade e respetivo encaminhamento para serviços de urgência, tal como já acontecia no passado.
No âmbito da reorganização, a indicação é para que os utentes recorram ao médico de família. Aos utentes sem médico de família, a UCSP reserva a consulta de intersusbtituição. Para situações de emergência/urgência, a recomendação é para que se marque o 112, que mediante indicação do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) encaminha os utentes para Seia, Arganil ou Coimbra.
Ao que a Rádio Boa Nova apurou, o hospital da FAAD mantém em funcionamento o serviço de atendimento no período noturno, fins de semana e feriados. Porém os episódios urgentes/emergentes ficam sujeitos às indicações do CODU para o respetivo encaminhamento para Seia, Arganil ou Coimbra.