A Casa Municipal da Cultura de Seia abriu a nova temporada cultural no passado dia 21 de fevereiro com o concerto de Samuel Úria (a apresentar o seu mais recente álbum, 2000 A.D.), perante uma casa cheia. Filipe Metelo é o novo diretor artístico do equipamento.
Num novo ciclo da sua programação, a Casa Municipal da Cultura de Seia (CMCS) aprofunda e consolida o seu percurso, contando agora com Filipe Metelo, natural de Valezim, que assume a Direção Artística e de Programação. Com uma oferta variada e pensada para todas as faixas etárias, aposta na diversidade de linguagens artísticas, em especial nas artes performativas, nas instalações temporárias e na construção de um serviço educativo que convoque escolas, famílias e comunidade para uma relação contínua com a cultura.
Entre os destaques da programação para a temporada fevereiro – julho, a CMCS vai receber o espetáculo BURN BURN BURN, da companhia Os Possessos, a 18 de abril (que na semana seguinte sobe ao palco da Culturgest, em Lisboa) e o concerto de A garota não, a 2 de maio. O Seia Jazz & Blues está de regresso ao palco da CMCS (depois de nos últimos anos se ter realizado no CISE) e acontece nos dias 22, 23 e 24 de maio, contando com concertos do vibrafonista Duarte Ventura, da nova voz da soul cabo-verdiana Zubikilla Spencer e do compositor e baixista André Carvalho. Haverá um reforço na exibição de cinema de expressão lusófona e independente, em colaboração com a AAIS, numa altura em que são cada vez menos as salas de cinema no país.
A CMCS consolida a sua visão – criar hábitos culturais, desenvolver pensamento crítico e uma ambição clara: desmistificar a ideia de que a serra é um local periférico. Sem esquecer os projetos locais, que ocupam lugar central nesta visão, Filipe Metelo defende que a interioridade é “uma barreira mental, mais do que física”.
O desafio passa por ajudar a reconstruir a ideia de que estar na Serra da Estrela é escolher qualidade de vida, proximidade e tempo — e que a criação contemporânea também se faz aqui. A Casa Municipal da Cultura de Seia quer continuar a afirmar-se como espaço de encontro, experimentação e futuro, onde pensar e criar passam a ser verbos do quotidiano.
Entretanto já pode visitar Sofá em Mi Maior, peças sonoras para ouvir no sofá, com criação da Amarelo Silvestre / Lígia Soares, a instalação que ocupa até ao dia 22 de março os foyers do cineteatro e do auditório. Sofás que contam histórias. A companhia de Canas de Senhorim apresenta-se ainda no dia 8 de abril com o espetáculo Soprar para Ver, pensado para famílias.
Toda a programação será apresentada brevemente.


































