A Comissão Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Centro (CRGIFR Centro) iniciou uma nova etapa da sua atividade, marcada por um reforço do dinamismo e do compromisso entre as várias entidades envolvidas na prevenção e gestão dos incêndios rurais na Região Centro. A reunião realizou-se ontem e assinalou também o retomar regular dos trabalhos da comissão, que não reunia desde setembro de 2023.
De acordo com a informação divulgada, a comissão passará agora a reunir quatro vezes por ano, em conformidade com a lei e o respetivo regimento, estando já marcada a próxima reunião para 16 de setembro de 2026.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), Ribau Esteves, destacou a importância desta nova fase de funcionamento. “Ser um elemento positivo, que contribua para a melhoria da performance da Região Centro em matéria de fogos”, afirmou, referindo-se ao objetivo definido para a comissão através de encontros “mais frequentes e dinâmicos”, incluindo trabalho em subgrupos.
O responsável sublinhou ainda que uma das prioridades da sua candidatura à CCDR Centro passou pela valorização da floresta na região. “Uma das prioridades da minha candidatura à CCDR Centro foi o desenvolvimento de uma agenda especial para a floresta na Região Centro, na lógica da floresta ser um elemento positivo e mais ativo, de desenvolvimento económico, ambiental, social e turístico”, afirmou Ribau Esteves, acrescentando a “elevada importância da entreajuda e cooperação necessárias entre as entidades que integram a Comissão”.
Durante a reunião foi aprovado o início do processo de revisão do Programa Regional de Ação do Centro. Segundo a proposta apresentada pela presidência da CCDR Centro, o objetivo passa por “tornar este instrumento de gestão do território mais realista e concretizável, com a devida sustentabilidade económico-financeira, estruturando-se melhor para o tornar mais fácil de conhecer e utilizar”.
Ribau Esteves explicou ainda que a revisão deverá garantir “o realismo necessário a um instrumento que tem que ser mensurável e concretizável de forma a que seja, verdadeiramente, um instrumento para operacionalizar, contribuindo para melhorar a gestão do território”.
O financiamento dos Programas Sub-Regionais foi uma das questões levantadas pelos representantes dos municípios, sendo apontado como um dos principais fatores para o atraso nos processos de aprovação. O Programa Sub-Regional de Ação de Fogos Rurais da Região de Aveiro foi o mais avançado, tendo sido aprovado nesta reunião da comissão.
A CRGIFR Centro integra a CCDR Centro e representantes regionais de várias entidades, entre as quais a AGIF, Forças Armadas, forças de segurança, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, municípios através das comunidades intermunicipais e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, reunindo um total de 42 entidades da Região Centro.


































