O Largo Ribeiro do Amaral, no centro da cidade de Oliveira do Hospital, encheu-se de azul esta manhã para uma causa nobre. Centenas de crianças do pré-escolar, do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital (AEOH) e de várias IPSS do concelho uniram-se para formar o já tradicional Laço Azul Humano, assinalando o encerramento do mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.
A iniciativa, que se repete anualmente em abril, é vista pelo Município como um pilar fundamental na sensibilização da comunidade. Luísa Correia, vereadora da Educação, sublinhou que a autarquia “não deixa cair esta iniciativa” devido à sua importância simbólica e prática. “As crianças são o que temos de melhor e, por isso, cuidar, proteger, acarinhar, amar e respeitar deve ser uma responsabilidade de todos nós”, afirmou a autarca, elogiando o esforço da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) local em dar visibilidade a esta causa.
“Não pode ser só no mês de abril”
Apesar da dimensão do evento, o mote comum entre os responsáveis foi a necessidade de manter este espírito de proteção durante todo o ano. Carlos Carvalheira, diretor do AEOH, reforçou que a prevenção deve ser um compromisso contínuo de toda a sociedade, com especial foco nos pais e encarregados de educação.
“A mensagem que queremos transmitir é que não pode ser só no mês de abril, tem de ser durante o ano inteiro. Temos de ter imbuído no nosso espírito este grande objetivo que é promover e fazer com que os nossos jovens sejam felizes”, destacou o diretor, reafirmando o papel do Agrupamento enquanto veículo transmissor desta mensagem para toda a comunidade.
CPCJ acompanha atualmente 60 crianças no concelho
A presidente da CPCJ de Oliveira do Hospital, Carla Camacho, corroborou a visão de que o cuidado deve ser diário. “É esse o papel de cada um de nós dentro das nossas funções: como cuidadores, pais, professores ou simples cidadãos. Devemos ter um olhar atento cada dia sobre as nossas crianças”, apelou.
À margem da formação do laço, Carla Camacho fez um ponto de situação sobre a realidade local, revelando que a CPCJ acompanha atualmente cerca de 60 crianças no concelho. A responsável explicou que, embora o número seja inferior ao de anos anteriores, o trabalho da Comissão é complexo, registando-se diversos processos arquivados ou transitados para o Ministério Público, seja por falta de competência legal de intervenção da CPCJ ou por oposição dos progenitores.


































