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CDU vota contra processo de eleição do presidente da CCDR Centro

Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital votaram com “anulação deliberada do voto” no processo de eleição do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), manifestando oposição ao modelo adotado e às condições em que a votação decorreu.

Em comunicado enviado à Rádio Boa Nova, assinado por João Dinis e João Abreu, a CDU esclarece que a posição assumida vai além da rejeição dos candidatos apresentados pelos partidos do chamado “bloco central”. “Mais do que não votar no candidato de PSD e PS, votámos, com anulação deliberada de voto, de facto ‘contra’ o processo imposto”, afirmam.

Segundo os eleitos comunistas, as CCDR, e em particular a CCDR Centro, “assumem-se cada vez mais como organismos desconcentrados do Poder Central”, não correspondendo ao modelo de verdadeira descentralização política e administrativa previsto na Constituição da República Portuguesa. Para a CDU, esse desvio representa um incumprimento constitucional prolongado no tempo. “Este incumprimento da nossa Constituição é um grave atropelo que se vem prolongando, antidemocraticamente”, sublinham.

O comunicado critica ainda a origem das candidaturas, considerando que estas resultam de “acordos partidarizados a nível do chamado ‘bloco central’”, concentrando “os interesses político-partidários do PSD e do PS”.

João Dinis e João Abreu apontam também falhas ao próprio funcionamento da Assembleia Municipal extraordinária em que decorreu a votação. “O processo adotado é manifestamente inibidor de um mínimo de debate e escrutínio democráticos, pois somos chamados apenas para votar, sem poder questionar e avaliar melhor a candidatura que nos é apresentada”, referem. Para os eleitos da CDU, a situação configura “um simulacro de eleição que seja verdadeiramente democrática”.

No final do comunicado, a CDU de Oliveira do Hospital reafirma a defesa do cumprimento da Lei Fundamental e da regionalização administrativa. “Cumpra-se a Constituição da República Portuguesa! Viva a ‘Regionalização’!”, concluem João Dinis e João Abreu.

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