As Bibliotecas Municipais de Oliveira do Hospital manifestaram publicamente o seu pesar pela morte de Lucinda Maria, professora, escritora e artista plástica, destacando o legado deixado na educação, na literatura e nas artes.
Em comunicado, as bibliotecas recordam Lucinda Maria como “uma pessoa inspiradora, dedicada e profundamente humana”, sublinhando o amor que sempre demonstrou pela escrita, pela pintura e pelo ensino. As rosas amarelas, de que tanto gostava, são evocadas como símbolo “da luz e da ternura que espalhou ao longo da vida”.
Numa homenagem à autora, é recordado o poema “A Rosa Perdida”, incluído na obra Sonetos:
“A ROSA PERDIDA
‘Eu sou como uma rosa amarela,
Que a saudade de ti já desfolhou,
Que o rio, nas suas águas, levou…
E, de tão chorosa, não parece ela!
Partiste de mim, sem nada dizer
E as minhas lágrimas tão acres
Se agarram à pele como lacres,
Amortecendo todo este meu ser!
Como é triste não sentir a rosa
Esfusiante de beleza e de aroma,
A flor mais bela de todas e ditosa!
Olho-a na correnteza e se assoma
Em mim a nostalgia de ver prosa
Na poesia que teço neste idioma!’”
As Bibliotecas Municipais de Oliveira do Hospital deixam ainda uma mensagem de condolências à família e amigos, desejando que “a sua memória permaneça viva nas palavras que escreveu, nas cores que pintou e nas vidas que tocou”.


































