António José Seguro já tomou posse como Presidente da República, numa sessão solene na Assembleia da República em que prestou juramento sobre a Constituição.
O novo chefe de Estado, António José Seguro, agradeceu hoje ao seu antecessor a dedicação a Portugal e prometeu ser o “Presidente de Portugal inteiro”, expressando respeito pela pluralidade do parlamento e assegurando-lhe cooperação institucional.
Depois, dirigindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa, deixou-lhe uma “palavra de gratidão pela sua dedicação a Portugal e a defesa do interesse nacional” e manifestou-lhe “o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença”, considerando que, “qualquer que seja o balanço” que cada um faz dos seus mandatos, “ninguém pode negar o seu amor a Portugal”.
António José Seguro considerou que, terminado “um ciclo eleitoral de três eleições e quatro idas às urnas em apenas novo meses”, Portugal tem “uma oportunidade de ouro” para encontrar “soluções duradouras” num “novo ciclo de três anos sem eleições nacionais”. O novo chefe de Estado defendeu que os desafios que o país enfrenta desaconselham “um calendário eleitoral de egoísta conveniência”, acrescentando: “A experiência do passado recente, de ciclos eleitorais de dois anos, não é desejável. Tudo farei para estancar esse frenesim eleitoral”.
Depois, ao longo do dia de hoje, o novo chefe de Estado passará pelo Mosteiro dos Jerónimos, pelo Palácio de Belém, cujos jardins serão abertos à população, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), para um encontro com jovens, e pelo Palácio Nacional da Ajuda, onde irá condecorar o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa.
Nos termos da Constituição, o Presidente eleito toma posse perante o parlamento, no último dia do mandato do Presidente cessante, prestando a seguinte declaração de compromisso: “Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa”.
Depois de o Presidente eleito prestar juramento sobre a Constituição da República Portuguesa, ouviu-se uma salva de 21 tiros de artilharia naval e a Banda da Guarda Nacional Republicana, formada nos Passos Perdidos, executa o hino nacional.
Após a leitura e assinatura do auto de posse, discursa o presidente da Assembleia da República, seguindo-se a primeira intervenção de António José Seguro como Presidente da República.
No fim da sessão, o Presidente da República despede-se do seu antecessor e dirige-se para o Salão Nobre, onde tem lugar a habitual apresentação de cumprimentos.
Depois, o novo Presidente desloca-se até ao Mosteiro dos Jerónimos, para a deposição de uma coroa de flores no túmulo de Camões, pelas 13h00. A sua chegada ao Palácio de Belém está prevista para as 13h25, acompanhado pela família.
Em Belém, António José Seguro irá oferecer um almoço, às 14h00, aos chefes de Estado estrangeiros e outras altas entidades, com participação de Marcelo Rebelo de Sousa. Às 15h00, os jardins do palácio serão abertos à população.
Às 16h30, no ISCP, o novo chefe de Estado terá um encontro com 52 jovens, número simbólico que representa os anos da democracia portuguesa, e às 18h00 cumprirá a tradição de condecorar o seu antecessor com o grande-colar da Ordem da Liberdade, no Palácio Nacional da Ajuda, onde às 18h30 oferecerá uma receção.
O seu programa das cerimónias de posse irá prosseguir na terça-feira, em Arganil, Guimarães e no Porto.
António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.

































