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Agricultores e produtores florestais exigiram apoios ao governo

Um grupo de agricultores e produtores florestais lesados pelos incêndios de outubro exigiram, ontem, ao governo medidas de apoio, considerando que “já basta de propaganda de milhões”.

O protesto decorreu em Lagares da Beira, em frente às instalações da BLC3, onde decorreu o programa “Prós e Contras”.

Lesado no incêndio de outubro e membro da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), João Dinis de Vila Franca da Beira disse à Rádio Boa Nova que o “governo não está a dar a resposta que se exige numa situação tremendamente difícil como esta”. Falou da necessidade da reabertura das candidaturas simplificadas, ao mesmo tempo que exigiu para que não haja cortes nos apoios. João Dinis está igualmente preocupado a situação dos lesados que se encontram sem ajudas para fazer face à perda de rendimentos, assim como com o problema da floresta.


De Seixo da Beira, Eugénio é um dos lesados na área agrícola e florestal que, até agora não teve qualquer apoio do governo.

Nuno Pereira do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM), Tábua, ainda chegou a ter uma reunião de cinco minutos com o ministro adjunto, Pedro Siza Vieira, mas à saída do encontro referiu que “para além dos apoios simplificados até cinco mil Euros não há nada adjudicado na área da habitação”.

De acordo com Nuno Pereira, no terreno estão “pouco mais de 30 milhões de euros anunciados pelo ministro da Agricultura, que foram dados nos pedidos simplificados”.

Os manifestantes entregaram panfletos pelos convidados do programa “Prós e Contras” e exibiram uma tarja onde se lia: “Basta de propaganda de milhões’! Mais respeito pelas pessoas!”.

A concentração e protesto foi organizado pela CNA, MAAVIM e Associação Distrital de Agricultores de Coimbra (ADACO).

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