A Estrada Municipal 514 (EM514), que serve toda a zona do Vale do Alva, está em risco de colapsar por completo após uma derrocada de grandes dimensões ocorrida na noite de quarta-feira (11), na ligação entre Penalva de Alva e Caldas de São Paulo, no concelho de Oliveira do Hospital. O alerta foi dado, esta tarde, pelo presidente do Município que garantiu estarem a ser estudadas alternativas rodoviárias.
O abatimento, registado pelas 22h48 de ontem, destruiu parte significativa da plataforma rodoviária e obrigou ao corte imediato da via, considerada essencial para a mobilidade das populações locais. No momento do incidente, uma viatura foi engolida, mas segundo José Francisco Rolo, o seu condutor “encontra-se bem”. “Já hoje reunimos para verificar a sua condição de saúde e aquilo que necessita”, explicou.
No local, o autarca referiu que a situação poderá agravar-se nas próximas horas e dias devido à previsão de chuva. “Espera-se o colapso integral de toda a plataforma. O que resta da estrada pode ceder a qualquer momento. Este é um espaço perigoso e de ontem para hoje já baixou bastante”, frisou.
O colapso da EM514 está a provocar alguns constrangimentos ao dificultar o acesso a serviços fundamentais, como o transporte escolar para a escola da Ponte das Três Entradas e os circuitos de apoio social à população idosa, como centros de dia e apoio domiciliário. Para garantir que nenhum aluno fique sem aulas, já hoje o Município recorreu a taxistas locais para fazer esse transporte. Rolo adiantou ainda que a autarquia está a trabalhar com a transportadora Busway para encontrar uma solução.
Por outro lado, a via é também importante para a atividade turística, numa zona onde existem várias unidades de alojamento.
Recuperação da estrada será demorada
O Município está a concentrar esforços na segurança imediata da população e na criação de rotas alternativas, reconhecendo que a reposição da estrada não será possível a curto prazo.
“Nas próximas semanas não podemos repor a plataforma. É impossível. Precisamos de uma solução estudada”, referiu Rolo, admitindo que a recuperação exigirá um investimento significativo. “Temos de avaliar o terreno, encontrar uma solução de engenharia, lançar concurso… é imprevisível quando haverá estrada de novo”, disse.
O autarca apelou à serenidade e ao cumprimento das indicações da Proteção Civil, dando conta de que a Câmara Municipal irá divulgar brevemente um mapa atualizado com a circulação alternativa.
Proteção Civil recomenda vias alternativas
Na sequência deste incidente, a Proteção Civil Municipal implementou medidas imediatas de condicionamento de trânsito, de forma a garantir a segurança da população.
Segundo o coordenador José Carlos Marques, a circulação está autorizada apenas para veículos ligeiros “desde a Ponte das Três Entradas até ao cruzamento à saída de Santo António do Alva pela Municipal 514, com subida em direção à Estrada Nacional 17”. Já os veículos pesados estão impedidos de utilizar o troço afetado, devendo seguir itinerários alternativos através da Estrada Municipal 506 e da Estrada Nacional 17.
De acordo com José Carlos Marques, nenhuma aldeia ficou isolada, existindo vias alternativas para acesso às localidades.
O responsável deixou ainda um apelo à população para respeitar as indicações das autoridades, alertando que a passagem no local está totalmente interdita, inclusive a pé, “nem para fotos e filmagens” devido ao risco elevado e à previsão de continuidade da chuva nos próximos dias.
“É uma zona vulnerável e perigosa. Só devem permanecer no local pessoas autorizadas”, reforçou.
































