Terminada mais uma edição da Feira do Porco e do Enchido, o balanço é “francamente positivo”. Foram “milhares e milhares” de pessoas que passaram por Meruge neste fim-de-semana que demonstra a “autenticidade e genuinidade” desta aldeia do concelho de Oliveira do Hospital.
Durante dois dias, a Lage Grande foi palco de “cultura popular genuína”, como referiu à Rádio Boa Nova João Abreu, presidente da Junta de Freguesia e da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural do Vale Cobral, entidades organizadoras do certame.
Ainda o sol permanecia e já pouco havia para vender na banca da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural do Vale Cobral. “Só há chouriço de carne e farinheira”, contou-nos Maria Abrantes que, satisfeita pelo escoamento dos produtos, assegurou a qualidade dos enchidos feitos em Meruge.
Em terra de porqueiros, também o famoso Arroz de Suã esgotou dada a elevada afluência de visitantes. Num fim-de-semana frio, mas com a companhia do sol, motivos não faltaram para apreciar este “evento único na região e no país”.
“É possível revitalizar as nossas comunidade rurais e fixar gente com eventos de qualidade e que seja, a partir daí, a base para o desenvolvimento económico e social e qualidade de vida, que é o que pretendemos”, afirmou João Abreu.
Música, teatro, recriações históricas , jogos tradicionais e uma mostra de porco bísaro, foram algumas das atrações da feira. À mesa não faltaram as iguarias típicas de Meruge como o arroz de suã, o porco no espeto com arroz de feijão, os torresmos na caçoila, o arroz de salpicão, a sopa de sustância, sem esquecer as bolas – de carne, bacalhau, chouriça ou sardinha, bem como trigamilhos confecionadas no centenário forno comunitário.
A 22ª Feira do Porco e do Enchido teve ainda uma vertente solidária, na medida em que foi angariada receita para a construção do lar da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural do Vale Cobral.
Tokajogar marca presença na Feira do Porco e do Enchido de Meruge































